Lei de direitos autorais

LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998

Artigo 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:

IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou;

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26 de mai. de 2014

A culpa não é das estrelas, pois eu esperava mais

 Por Laura Lucy Dias
   Quando vi a editora lançando e divulgando o livro "A culpa é das estrelas", de John Green, confesso que fiquei muito curiosa. Mais ainda ao ver o reboliço em meio aos leitores. Esperei para comprar, preocupada com o fato de não dar conta de ler. Parei a leitura do Dorian Gray, que pretendo retomar. Eu o achei um pouco maçante. Não gosto muito de textos excessivamente descritivos. Mesmo que isso seja proposital e importante esteticamente para a obra.
    Assim que recebi o livro em sua versão econômica pus-me a ler.  A leitura é fácil e rápida. Se compararmos a degustação deste livro com a de alimentos, como fez o literatortura na páscoa, sinto dizer que foi um leitinho com achocolatado morninho. Sim, eu esperava mais, John Green. Tema interessante, propósito interessante, abordagem jovem e com boas intenções, mas para mim este livro ganha apenas duas estrelinhas nos sites de relacionamento de leitores.
    Primeiramente, quero falar do coloquialismo desnecessário, porém bem construído, que deve ter sido bem adequado pela ótima tradutora da obra. Não estava acostumada a ler esse tal gênero dos personagens doentes e focado no público jovem adulto. Eu esperava um pouco mais. Me desapontei.
Claro que coloquialismo é necessário, ainda mais para um público leitor que exige esse foco, mas não precisava tanto.
    Agora o que mais me chocou, de verdade, foi a excessiva inteligência e capacidade reflexiva de pessoas tão jovens. John Green, você não me convenceu com o fato de que receberem o diploma pela terminalidade da doença tenha propiciado tamanha inteligência e intelectualidade para garotos tão jovens e com problemas tão sérios.
    Falar da pessoa com câncer e desmistificar tudo o que é idiotizador, principalmente para dar aos outros que estão envolvidos na doença, mas não como o próprio paciente, um sitocomêtro, foi o ponto auge de sua obra. Acho que essa é a maior função da literatura, e por isso sua obra é bastante valorosa. Isso não me desapontou.
    Porém,a forma utilizada, do casalzinho central e tudo mais, isso cansa um pouco. Quando chegou à parte do autor do UAI, achei que seria uma saga, mas não foi. Não me desapontei sobre o desfecho dessa parte, claro, foi interessante. Mas eu queria mais.
   Não me emocionei, e sim, tive empatia com as personagens, mas os fatores que deveriam me fazer chorar não fizeram. Isso é difícil de acontecer, não me fazer chorar. Mas fatalmente li sem despontar uma só lágrima. Talvez a culpa tenha sido minha e não das estrelas, já que elas não prometeram nada, a expectativa foi minha e pertence ao meu contexto de encontro com o livro.
   Recomendo sim, mas não espere muito se está acostumado a uma literatura mais rebuscada, e se está, recomendo mais ainda pelo fato de ser um livro leve e bom para limpar a cabeça das coisas mais complexas, pois é uma comédia romântica para preparar a mente e exigir pouco dela. Mesmo que as referências que ela traga sejam de fato interessantes, elas não fazem diferença para a narrativa.
   Não pretendo mesmo, de forma alguma, ofender ao autor e nem mesmo aos seus leitores e fãs, muito menos com meu coloquialismo estético e proposital. Os admiro e espero que continuem lendo e produzindo muito, mas que não parem por aí. Desbravem o mundo literário, e formem novos leitores, o mundo precisa! Obrigada John Green.

19 de dez. de 2013

Peter Pan, o livro: decepção para a geração Disney

Terminei de ler o livro hoje e tenho muitas observações a fazer e hão muitas linhas de pesquisas que seriam interessantes de seguir, até mesmo para mostrar a visão do autor para a família de seu tempo, onde as mães são superprotetoras e não dizem não e os pais são infantis e se auto flagelam culpando-se por coisas que estão além de seu controle.
Os Darling são pais muito imaturos e amorosos, não posso negar, mas as sua caracterização durante toda a obra demonstra pais sem qualquer controle emocional além daquele que as crianças conseguem fazer, trazendo suas imagens para o mesmo patamar de uma criança qualquer do livro. Claro que tudo isso vem da visão de um narrador quase dionisíaco, se não o próprio Pã, segundo algumas releituras deste ser mitológico ou mesmo adaptações desta personagem.
De fato não há como presumir a idade do narrador, que deixa claro estar falando com crianças, e não como criança, mas não há como saber sua idade, pelo menos eu não tenho como.
O que me deixou mais horrorizada (é, esta é a palavra) foi a diferença do que eu sabia sobre o Peter e o que ele realmente é no original (para mim será agora o do original, revelando faces que eu não entendia antes no Peter da Disney). O que me horroriza talvez seja o fato de eu ser muito encantada com o Peter, nunca quis ser sua Wendy, eu queria ser o Peter (crianças não ligam para sexo, pena que cada vez mais a idade da criança se restrinja aos 5 anos em nossa sociedade). Eu sonhava que era o próprio Peter, eu voava e voava... era maravilhoso, lembro dos sonhos até hoje, de tão encantadores e satisfatórios que eram, apesar de involuntários.
Que seja, no livro encontro um Peter muito mais novo e com seus dentes de leite. Um Peter psicótico e sociopata, além de bipolar. A Terra do nuca é terrível, com suas ameaças muito reais e sempre em relação à vida. A vida dos órfãos não é nada divertida quando Peter está perto, e se ele não está, divertir-se é possível se você estivesse muito atento à possibilidade de ele estar perto, pois sua imagem gera sempre medo nos garotos perdidos.
Ele é como um ditador, como um sequestrador. Ele lembrou-me o Hitler e a psicopatas de vários filmes. Claro que em um ambiente limitado e com desejos e poderes igualmente limitados.
A maneira de o narrador descrever os piratas como Smee, por exemplo, assusta! Parece alguém que é de alta educação falando da dualidade das características doces de um assassino cruel. Talvez seja um dos pontos que me deixou mais certe de que se meu filho (se vier) for ler esta obra, será quando for muito pequeno ainda ou já adulto pois só a inocência e a maturidade para mostrar a realidade do que está sendo dito e não deixar passar pela cabeça que o certo é ser um assassino bem educado. Um Lecter. Amo-o, mas como personagem e na sua condição de perseguido, preso e aliado da polícia em jogos psicológicos. NÃO A DE ASSASSINO, como parece que o narrador adira Smee e os outros piratas.
E aqui posso falar que o narrador trabalha com a dualidade estreita entre as regras de convivência e educação e o limite da violência e homicídios. A sininho simplesmente engana os garotos para matarem Wendy por ciúmes, o capitão simplesmente mata o pirada na caçada ao Peter por insolência, visto que ele é muito mal. Muito mal? Ele é um assassino, assassinos não são educados, mas Gancho é. Smee é, e além de tudo sua imagem gera simpatia, ele mata sorrindo e assim vai...
A contagem de Sabido na carnificina realizada pelos jovens é como um filme de terror, e não há piedade nenhuma da parte das crianças. Gancho foi condescendente em não matar o Peter, que já não se importou nem um pouco de ser mal educado ao lhe chutar para a boca do crocodilo, que representa o fim da vida.
Li algumas resenhas e ser um demônio, um deus mitológico ou qualquer outra coisa não faz Peter mais viável. Claro que podemos fazer as analogias dos estereótipos de yung e reconhecer diversos deles que representam os extremos dentro do medo de envelhecer e o que poderia acontecer se não envelhecêssemos.
Estereótipos familiares, esterereótipos como os indígenas, que fazem parte do ideário americano de forma ímpar, de piratas que representam a luta e a rebeldia, e de crianças órfãs, que não têm que dar nenhuma satisfação. Tudo isso está ligado à como as crianças veem a realidade, elas brincam para internalizar as regras sociais e nascem violentas e brancas como uma folha de papel, prontas para serem nelas impressas conquistas sociais que a farão um homem de caráter, um psicopata, um guerreiro, etc. A maldade é ponto de vista, é cultural, o ato da maldade (de fazer o que não é bom aos olhos daquele grupo em que se insere) só pode ser interrompido quando se entende o que ele representa ali e quais são os seus resultados para o agente e a vítima.
Pensar assim faz com que tudo pareça mais normal dentro desta história onde os modelos sociais são todos deturpados e maus, porém não acho que e distancie do país das maravilhas e das crônicas de narnia para o fato de uma criança ler. Os filmes da Disney deixaram tudo bonitinho (ou quase tudo, até hoje não supero a lagarta fumante e seu “Who are you?”), já o do narnia (não li ainda, mas está na fila) é terrível, assustador, e se o livro for nessa linha, deve ser muito pior.
Será que se a Disney não tivesse adaptado, a minha geração seria diferente? Será que se a Disney tivesse escolhido outras formas que não os musicais, teria enredo para garantir o tempo do filme, com tantos cortes e desvios? Será que eu gostaria tanto assim do Peter Pan? Você já viu o “Labirinto do Fauno”? É...
Cada vez mais eu fico chocada com a literatura considerada infantil... “O pequeno príncipe” não é infantil, gente, vamos rever essas coisas, nossa cultura mudou, cuidado com os clássicos que dá para seu filho ler... pois se acha que “A lenda do cavaleiro sem cabeça” era um livro forte para ler para uma quinta série, não está muito por dentro desta linha literária, posso dar um spoiler a mais aqui: no livro do cavaleiro ninguém morre!!!!
Leia antes de tudo. Antes do filme, antes de gostar, antes de crianças lerem.

4 de jul. de 2013

Guerra mundial Z: Brad Pitt e Zumbis.

Por Laura Lucy Dias

Foto retirada deste link
Assisti no cinema dia quatro de julho de 2013, não posso dizer que fui preparada para ver o Brad Pitt e Zumbis no mesmo cenário. Sou fã do ator, e claro que fiquei tensa com a possibilidade de me decepcionar com o filme, então minhas expectativas reais eram de um filme mediano em relação ao roteiro.
O fato de ser o Brad Pitt talvez tenha me deixado um pouco mais tensa, o que deu uma emoção maior nas cenas onde ele corria perigo. A cena do caminhão, no começo foi a primeira e foi bem tensa para mim.
Claro que é um filme de zumbi e fiquei bem preocupada com o que seria a proposta, visto que a sinopse diz que “é um pai de família que depois de um apocalipse zumbi tenta descobrir a cura para o problema.”. Isso é bem clichê e tem tudo a ver com seriados e filmes que conheço de zumbi, e olha que assisti muiiitos.
Para mim o melhor roteiro é o clássico “madrugada dos mortos”, o melhor filme é o “extermínio 2” e o mais moderno e atual o “residente evil”-  só o primeiro -, e ainda coloco aqui o “REC 1” como um bom filme e um bom roteiro de perseguição zumbi, e broxante no final. Por todos eles serem bem diversos e abrangerem uma cultura zumbi ampla, fiquei esperando que o filme fosse uma mistureba de tudo isso, e nada mais.
Bem, claro que é um pouco de tudo isso, tem a velocidade dos zumbis como no “extermínio”, mas, além disso, eles são mais animalizados, parecidos com os predadores do tipo leão e felinos de grande porte, e como no “extermínio” não há a coisa da comilança de seres humanos, e como neste e no “residente evil” é uma infecção, mas neste último se sabe de onde veio, no outro e no “guerra mundial Z” não há uma fonte sabida do agente infeccioso.
Temos o núcleo familiar, os problemas morais, a empatia para com esse núcleo familiar e toda a perseguição. Alguns paradigmas são quebrados e acabam nos empolgando, outros não, mas basicamente é o desespero de ver o Brad Pitt sendo ameaçado, caçado, abandonado, e etc... isso ajuda bastante, a nossa empatia pelo ator. Kkkk
Vale a pena ver, ele é inovador dentro de um limite possível em relação ao tema, não é nada mais nem nada menos do que as expectativas de um bom filme de zumbi, sem piração, sem novas propostas, mas com um novo olhar, uma aceleração maior dos acontecimentos e tal.

10 de jun. de 2013

Conhecendo The Big Bang Theory – por Taynara Azevedo




Sou fissurada por esta série especial, e já assisti a todas s temporadas que foram disponibilizadas. Visto que a professora Laura divide desse sentimento ela me pediu para escrever esta reportagem, apresentando-os para quem ainda não conhece.
Estreou em 2007 e já tem sete temporadas. Desde o início a série fala da relação de Leonard e Sheldon com seus amigos Howard e Rajesh, todos nerds e com problemas diferentes com as relações sociais. A série se inicia com a mudança de Penny para o apartamento de frente do deles, e o interesse de Leonard por ela.
O que deixa a série engraçada é o exagero de conhecimento científico pelo grupo nerd e a sua máxima inabilidade de lidar socialmente com os outros que não são nerds. O que com penny ocorre ao contrário, ela se relaciona muito bem socialmente, é uma mulher que teve muitos namorados e não é muito inteligente.
Eu me encantei pela forma engraçada que o conhecimento é tratado pela série, e o Sheldon me influencia a pensar em seguir carreira científica, talvez até trabalhando com astronomia, como o Raj. Conheçam cada uma das personagens:
Sheldon: ele é o meu personagem preferido. Ao mesmo tempo que é considerado um dos mais importantes (inclusive por ele mesmo) cientistas de nossos tempos, consegue ser o ser mais egoísta de toda a série, pois ele só consegue enxergar a vida através do prisma de seu umbigo. Para ele, entender o sarcasmo é muito difícil, por isso os colegas muitas vezes precisam avisar que é o que está acontecendo, e nas primeiras temporadas Sheldon assume o bordão “Bazinga”, que é dito toda vez que ele quer ser sarcástico, mas por ser apático não consegue. Ele não gosta de ser tocado, e isso é por ter uma doença chamada TOC, ele não suporta desorganização e nem sujeira, o toque alheio para ele é desnecessário, mas com a evolução da personagem na série temos o fato de ele tentar se adequar às regras de convivências sociais como abraçar e dar presentes. Ele se relaciona com Amy pela internet e ela aparece por ultimo na série, claro, antes da Lucy. Ela é mais uma admiradora de seu trabalho e eles namoram com as devidas regras, sendo que ele não a beija, e ela ainda tem esperança de manter uma relação normal com ele .
Leonard: Ele ´´e o nerd mais comum de todos os nerds. Ele tem asma e intolerância a lactose. É baixo e usa óculos, muda-se para morar com Sheldon e é o único que o aguenta. Ambos tem contrato de convivência, estipulado pelo Sheldon, que inclusive prevê clausulas de amizade, forçando Leonard a ser seu motorista. Ele que busca Penny, recepcionando-a a contragosto de Sheldon. Ele se apaixona por ela, ela faz parte de seu núcleo de convivência e por diversas temporadas eles não se namoram. Mas acaba acontecendo, assim como a separação e depois o retorno de namoro. Ele é físico experimental, tendo pouco respeito por Sheldon, que naõ acredita nesta vertente da física.
Penny: A garota normal, que foi líder de torcida em sua adolescência decide ir para Califórnia para tentar a sua carreira de atriz. Ela vira garçonete e se envolve com os rapazes, naõ entendendo nada do que eles falam, ela que leva a normalidade para que seja contrastada com o exagero dos nerds. Ela se insere bem ao grupo e por muito tempo não percebe o que Leonard sente por ela. Porém, com o tempo ela acaba se rendendo aos esforços do rapaz. Ela evolui pouco em toda a série, mas é ponto de partida para evoluções de Howard e Sheldon, assim como a do próprio leonard.
Howard: Ele é judeu e vive com sua mãe até se casar com Bernadete. A mãe não aparece senão de relance em poucas vezes, mas é participativa da vida do filho e cenas em sua casa com a sua voz esganiçada e superproteção. Ele não é Doutor, o que faz com que vire a piada do grupo nas mãos de Sheldon, que poucas vezes consegue ser engraçado. Ele tenta namorar Penny, mas esta lhe dá um fora, e um dia, quando leonard e Penny estão juntos, ele se lembra que eles combinaram que quando um deles arranjasse uma namorada, este deveria arranjar uma amiga da namorada para o outro. Então é o que se faz, e entra Bernadete. Ela é bióloga e trabalha de garçonete, não entende as piadas de Howard, mas ri para deixa-lo feliz. Dão-se tão bem que eles casam.
Rajeshi: como não poderia deixar de ter, o estrangeiro faz parte do núcleo comigo ligado ao preconceito. Ele é um astrólogo e Indiano, fala com sotaque, por isso não compensa ver dublado, afinal, além de perder o sotaque dele, a tradução da legenda é mais próxima da original. Ele tem um pai ginecologista, e fica sendo sempre cobrado para se casar. Ele não consegue falar com mulheres, a não ser que esteja bêbado, e quando está bêbado se torna um cretino. De todos é o único sem namorada até a atual temporada, onde ele começa a se relacionar com Lucy, a mais esquisita de todas as personagens até agora, e a quem estamos começando a conhecer.
Bernadete: esposa de Howard, é bióloga e amiga de Penny, muito inteligente e com uma voz irritante, acaba se parecendo cada vez mais com a mãe de seu marido. Ele casou-se com ela no dia anterior à decolagem da nave espacial na qual ele foi para uma missão.
Amy: ela entrou na vida de Sheldon em um site de relacionamentos, os meninos fizeram um perfil para Sheldon, que não gostou nada disso, mas acabou encontrando a Amy, que só tinha este perfil para que a família a deixasse em paz, pois cobravam-na de ter um namorado. Ambos acabam se encontrando e tornando-se namorados com títulos e contrato de relação. Ela é neurocientista e fez uma tal de Blossom, num seriado de mesmo nome, junto ao Leonard, quando eram adolescentes. A relação dos dois não tem contato físico, e Amy quer muito que o Sheldon seja um namorado normal. Na ultima temporada ele deixou a entender que seria possível um dia, afinal, antes ela conseguiu faze-lo ser seu namorado.
Não se sintam acanhados com a série, é possível entender as piadas a qualquer pessoa. Assistam legendado, tenho certeza que vocês vão gostar muito!