Lei de direitos autorais

LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998

Artigo 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:

IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou;

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25 de out. de 2015

Racismo e maioridade penal, com uma ajuda do Nerdologia

 Laura Lucy Dias

  O canal Nerdologia, no Youtube, é um ótimo lugar para aprimorar seus conhecimentos. O seu autor é o Átila (biólogo) e busca sempre trazer temas contemporâneos e ligados à biologia. Sua linguagem é muito boa e eu gosto muito de assistir. Já publiquei aqui os 3 vídeos que compilei sobre a visão para os meus alunos do projeto de desenho e hoje vou divulgar o vídeo "racismo" e o "maioridade penal".
   Ambos os vídeos buscam mostrar como biologicamente o racismo e a questão da maioridade penal não cabem a uma sociedade desenvolvida e com plenos conhecimentos para desenvolver social, biologica, politica e judicialmente manter esses pensamentos preconceituosos, elitistas e que buscam um poder de dominar e segregar o povo.
   Assista o vídeo e perceba como todos os temas que Cunha levanta com a PL sobre a pílula do dia seguinte e a definição sobre a familia hetero-cristã, por exemplo, são pensamentos que levam o pobre de esquerda a efetivar sua alienação de forma estúpida e ALIENADA.
   Reflita!

RACISMO


 

MAIORIDADE PENAL

 COMO SOMOS MANIPULÁVEIS

 

8 de out. de 2015

O cânone literário e a sensibilização do leitor



Para começar esta conversa, gostaria de propor a todos, educadores e estudantes, pensar sobre a literatura e o sua relação de leitor com ela. Agora pense sobre os seus títulos preferidos: eles são considerados cânone literário[1]? Isso eu posso responder para todos, sem mesmo saber qual livro é, pois depende de em que época estamos, da importância desse livro para a atualidade e as proporções dele dentro de todo um contexto de consumo literário e análises para aquele período. Isso eu sei por que o Profº Ms. Egon de Oliveira Rangel falou. Quer ver?









Além de ser bom pensar que os cânones são livros em uma lista viva e como a língua em que são escritas podem mudar e ressignificar, posso dizer que um dia eu e outros amados podemos um dias ser considerados Cânones.
Voltando ao tema principal, pego-me a pensar sobre os meus livros preferidos, os estudados, os que estão no rol e os que não estão. Houve alguma vez em que as pessoas a quem você indicou o livro não retornassem com o mesmo afeto, paixão e glória que a seu ver ele merecia? Pois é, isso acontece demais, e quando levo para a sala de aula para meus alunos? Nossa, aí o bicho pega. Já se sentiu tentado a parar de deixar as pessoas a lerem a capa de seu livro, não falar sobre seus autores e obras? Ensinar só p que parece mais aceitável?
Pois é, eu passei por isso. Mas... pense bem, se por acaso nós deixamos de tentar, esquecemos completamente de como é sensibilizar o outro e garantir que um dia ele possa apreciar com toda a sua carga pessoal de cultura e a partir de seu próprio ponto de vista (conhecimentos científicos e experiências) aquilo que você aprendeu a ler e gostar por ter sido sensibilizado.
Houve a um tempo uma discussão entre mim e meu amigo sobre oferecer a um aluno de 12 anos textos de Alan Poe para serem lidos. Eu amo Alan Poe, porém ele já foi tão copiado que eu tenho me dado ao trabalho – nada árduo, mas difícil – de encontrar novas maneiras de apresentar o pai do mistério e do conto policial sem parecer que é ele quem plagiou. Além do fato de eu perceber que se não há uma sensibilização (que pode ocorrer até mesmo com adaptações como filmes – esse deu certo, hein! Mas não faça o mesmo com o Stephen King... ops, cânone? -, HQs, textos voltados para faixas etárias específicas e tudo o mais que tiver disponível.
Às vezes basta a sua palavra de autoridade para sensibilizar o outro e muitas vezes você pode usar outras autoridades. Quem já conseguiu outras maneiras lúdicas ou não de sensibilizar alunos de séries do fundamental II com os cânones de nossa época? Já conseguiu com resenhas? Hum... #ficaadica


[1] Cânone literário: o termo vieram progressivamente a ser aplicados ao domínio da literatura, muitas vezes sob a forma de expressões como "os clássicos" ou "as obras-primas". http://www.edtl.com.pt/business-directory/6079/canone/

18 de set. de 2015

O fracasso dos estereótipos de gênero

   Vídeo apresentado no curso de Direitos Humanos  pela Diretoria de Ensino Regional da Penha no dia em que a discussão foi sobre Gênero e Racismo.
   O vídeo é um documentário e foca da imagem da mulher dentro da mídia e a maneira que a mídia lida com seus produtos através da questão do gênero. Vale muito a pena e faz pensar. 



15 de set. de 2015

Discurso ou citação Direta e indireta: regras de uso para o contexto adequado



Laura Lucy Dias

Quando nós produzimos um texto; seja ele formal, informal, literário ou científico; utilizamos o discurso direto ou indireto para desenvolver a estrutura textual. Dentro do discurso direto e indireto temos as questões de citação direta e indireta, que se ligam diretamente ao cunho científico e jornalístico para uso das falas de outras pessoas que serão utilizadas em nossa produção para embasamento de nossos argumentos ou informações.
Utilizar o discurso corretamente, segundo suas regras, ajuda o leitor a entender as nossas intenções como produtores e a utilizar as ideias de outras pessoas sem o cometimento do plágio, para garantir os direitos de autoria de nossos consultados  e a nossa e a dos leitores sobre o nosso texto.
O plágio se dá como crime no momento em que ele se exerce como apropriação da ideia ou fala de outra pessoa sem o devido crédito ao seu autor, em qualquer contexto. Seja uma ideia  dita ou escrita em sua apropriação exatamente como foi dito ou escrito pelo autor; seja escrito ou dito pelo apropriador de forma parafraseada sobre a ideia do autor. Para entender melhor vamos falar sobre o discurso direto e indireto e em seguida sobre as citações baseadas nestes discursos e suas principais possibilidades de utilização em nosso contexto de produção.
O DISCURSO DIRETO
Este é o mesmo que a fala direta, seja ela registrada de forma escrita ou oralizada. É quando a fala é feita pelo próprio produtor da fala e não por alguém que conta o que foi dito. Quando escrevemos devemos conhecer o gênero textual para destacarmos o discurso direto conforme se espera. Em textos literários utilizamos o travessão para informar que a fala é de um personagem, além de indicações de quem fala, como fala e quando fala. Em um texto científico ou jornalístico utilizamos aspas em vez do travessão, com as mesmas referências sobre a fala que é transcrita completamente como se dá no seu original, e ainda pode conter elementos de referências bibliográficas.
O DISCURSO INDIRETO
É aquele em que alguém diz que alguém disse, mas continua registrando a própria fala, seja ela oralizada ou escrita. “Minha mãe disse que devo chegar cedo m casa”, quem fala é o filho, e conta a fala da mãe, de forma indireta, com as próprias palavras. O registro da fala indireta é o comum do narrador do texto, pode trazer referências bibliográficas como complementação e deve sempre trazer referências sobre o autor da fala que se transmite sem uma transcrição direta.
PARÁFRASE
A paráfrase é o mesmo que a citação indireta, quando nós contamos a fala de alguém, utilizando as ideias que nos interessam para o nosso discurso, seja de forma a embasar nossos argumentos e informações ou para manipular a informação e opiniões.
CITAÇÃO DIRETA
A citação direta utiliza o discurso direto, a fala ou escrita na literalidade do autor consultado. Para que o leitor possa saber a quem se refere a fala é preciso que se insira contextos como “que”, “quando”, “onde”  e que essa citação seja justificável em seu texto oral ou escrito.
Caso a citação que se utilizará seja maior que 3 linhas, deve-se destaca-la do corpo do texto com um espaço da margem esquerda que contemple 4 centímetros, e da margem direita não deve ocorrer espaço diferente do corpo do texto.
Caso a citação direta tenha até 3 linhas, deve incorporar-se ao texto entre aspas e manter as mesmas referencias que qualquer citação, inclusive a bibliográfica, se for o caso!
CITAÇÃO INDIRETA
A citação indireta não precisa vir à parte do corpo do texto e nem mesmo com a utilização das aspas, apenas precisa do uso da paráfrase e das referências comuns às citações como “que”, “quando”, “onde”  e que essa citação seja justificável em seu texto oral ou escrito, inclusive a bibliográfica, se for o caso!


DIREITOS DE IMAGEM: VÍDEO E FOTOGRAFIA
Laura Lucy Dias
Nós, como seres Humanos, temos direitos sobre quem somos, como somos, o que fazemos e criamos. Cada item desse pode ser regulamentado de acordo com a constituição legal de uma sociedade, em busca de direitos dos indivíduos dentro da sua relação com o outro e o coletivo.
 Dentro de um mundo midiático e cheio de tecnologias temos várias maneiras de sermos expostos à condições que simplesmente tiram nossos direitos como humanos, autores e produtores. Pense sobre a imagem como uma ideia, a imagem é a representação do corpo de alguém e está salva em um arquivo digital como o .JPG por exemplo ou num arquivo impresso como a fotografia, que são o suporte para a veiculação da imagem que nela há. Depois disso temos as mídias como veículo desses arquivos que contém a imagem que é de direito do registrado ou do registrador (com autorização do registrado na foto), e o dono da imagem pode divulgar esses arquivos como bem lhe prouver, não dando a quem se aproprie indevidamente destes usá-los de qualquer maneira, mesmo que com boas intenções.
O corpo pertence ao seu dono, tirar fotos sem roupas não é crime, crime de atentado ao pudor é andar nu ou seminu na rua, em vias públicas. Se alguém tira fotos suas nuas, ou permite que alguém tire essas fotos, a divulgação entre seus meios particulares, seja por facebbok, whatsapp, carta ou qualquer que seja é de direito apenas de seu produtor ou dono da representação.
Imagine que uma criança tire uma foto sem roupa e envie para outra criança pelo whatsapp, essa outra criança manda a fotografia à outras pessoas sem o conhecimento ou autorização por escrito pela criança e seus responsáveis, essa imagem viraliza na internet e acaba por trazer consequências negativas à criança fotografada, caso haja um processo de acusação  formal da família dessa criança e se com sigam provas para partir com a acusação sobre a divulgação da imagem haverá uma punição sobre o principal divulgador desse arquivo sem a autorização devida. Mesmo que quem receba haja mal, o responsável é o que divulgou inicialmente. Receber uma imagem não lhe permite divulgar sem uma autorização concreta dos envolvidos na sua produção.
Receber um arquivo te faz dono do arquivo e não da imagem, ser dono do arquivo gera responsabilidades  sobre a imagem no arquivo, haverá de ser punido quem se apropriar indevidamente da imagem e ser dono do arquivo não te permite distribuí-lo, quem distribui sem permissão é punido.

13 de set. de 2015

Links de vídeos úteis para entender a nossa visão

   Nerdologia é um canal muito interessante e com vídeos de linguagem simples para que os alunos possam entender, e estamos vendo os vídeos no curso de desenho para discutir as nossas possibilidades sobre a visão dentro da fotografia e do desenho. 
   Os temas dos vídeos são de objetivo adverso dos que nós temos no curso, mas todos falam sobre as intenções de percebermos as possibilidades da visão, da luz e da interpretação da luz e das cores. Por isso, veja os vídeos e entenda que se nós vamos fazer arte visual ou comunicaçção visual é preciso partir do pressuposto que somos todos diferentes perante uma mesma realidade e que muitas vezes é difícil de sabermos como é a realidade para a maioria quando somos uma minoria que interpreta segundo os seus limites físicos e de experiências pessoais sobre aquilo que enxergamos.
    Divirtam-se!

Ser invisível é possível?


Supervisão


Qual a cor do vestido?





9 de set. de 2015

Discurso ou citação Direta e indireta: regras de uso para o contexto adequado

Laura Lucy Dias
Quando nós produzimos um texto; seja ele formal, informal, literário ou científico; utilizamos o discurso
direto ou indireto para desenvolver a estrutura textual. Dentro do discurso direto e indireto temos as questões de citação direta e indireta, que se ligam diretamente ao cunho científico e jornalístico para uso das falas de outras pessoas que serão utilizadas em nossa produção para embasamento de nossos argumentos ou informações.
Utilizar o discurso corretamente, segundo suas regras, ajuda o leitor a entender as nossas intenções como produtores e a utilizar as ideias de outras pessoas sem o cometimento do plágio, para garantir os direitos de autoria de nossos consultados  e a nossa e a dos leitores sobre o nosso texto.
O plágio se dá como crime no momento em que ele se exerce como apropriação da ideia ou fala de outra pessoa sem o devido crédito ao seu autor, em qualquer contexto. Seja uma ideia  dita ou escrita em sua apropriação exatamente como foi dito ou escrito pelo autor; seja escrito ou dito pelo apropriador de forma parafraseada sobre a ideia do autor. Para entender melhor vamos falar sobre o discurso direto e indireto e em seguida sobre as citações baseadas nestes discursos e suas principais possibilidades de utilização em nosso contexto de produção.
O DISCURSO DIRETO
Este é o mesmo que a fala direta, seja ela registrada de forma escrita ou oralizada. É quando a fala é feita pelo próprio produtor da fala e não por alguém que conta o que foi dito. Quando escrevemos devemos conhecer o gênero textual para destacarmos o discurso direto conforme se espera. Em textos literários utilizamos o travessão para informar que a fala é de um personagem, além de indicações de quem fala, como fala e quando fala. Em um texto científico ou jornalístico utilizamos aspas em vez do travessão, com as mesmas referências sobre a fala que é transcrita completamente como se dá no seu original, e ainda pode conter elementos de referências bibliográficas.
O DISCURSO INDIRETO
É aquele em que alguém diz que alguém disse, mas continua registrando a própria fala, seja ela oralizada ou escrita. “Minha mãe disse que devo chegar cedo m casa”, quem fala é o filho, e conta a fala da mãe, de forma indireta, com as próprias palavras. O registro da fala indireta é o comum do narrador do texto, pode trazer referências bibliográficas como complementação e deve sempre trazer referências sobre o autor da fala que se transmite sem uma transcrição direta.
PARÁFRASE
A paráfrase é o mesmo que a citação indireta, quando nós contamos a fala de alguém, utilizando as ideias que nos interessam para o nosso discurso, seja de forma a embasar nossos argumentos e informações ou para manipular a informação e opiniões.
CITAÇÃO DIRETA
A citação direta utiliza o discurso direto, a fala ou escrita na literalidade do autor consultado. Para que o leitor possa saber a quem se refere a fala é preciso que se insira contextos como “que”, “quando”, “onde”  e que essa citação seja justificável em seu texto oral ou escrito.
Caso a citação que se utilizará seja maior que 3 linhas, deve-se destaca-la do corpo do texto com um espaço da margem esquerda que contemple 4 centímetros, e da margem direita não deve ocorrer espaço diferente do corpo do texto.
Caso a citação direta tenha até 3 linhas, deve incorporar-se ao texto entre aspas e manter as mesmas referencias que qualquer citação, inclusive a bibliográfica, se for o caso!
CITAÇÃO INDIRETA
A citação indireta não precisa vir à parte do corpo do texto e nem mesmo com a utilização das aspas, apenas precisa do uso da paráfrase e das referências comuns às citações como “que”, “quando”, “onde”  e que essa citação seja justificável em seu texto oral ou escrito, inclusive a bibliográfica, se for o caso!

29 de ago. de 2015

Resenha descritiva

   Voltando ao tema de resenhas, fiz a atividade do curso das Olimpíadas de Língua Portuguesa, que pediu para escolher um produto cultural, eu escolhi este. Procurei um site orientador sobre o gênero em questão e achei o interessante link da infoescola.
   Essa é a primeira produção da minha resenha, para comparar com as reescritas no desenvolvimento do curso e verificar como se dá a minha aprendizagem, pois reescrever é possível e é necessário!





Sobre as histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo

Por Laura Lucy Dias

Este título estranho é de um vídeo que é animação poética de poesia nacional. Poema feito de palavras varam pela vida como água na peneira, assim começa a desenrolar e mostra que poetizar é desenhar com palavras através de figuras de linguagem e imaginação, modificar o mundo pela própria mão.
Estar assim, no fim do mundo e nas distâncias permitiam a falta de permissão do poeta que inspirou a obra sobre a obra. Desde a falta de bicicleta, de brinquedo fabricado até o excesso de imaginação: arranjar brinquedo de bocó é para quem tem pouco na mão e mão de muita invenção. Assim é a vida lá na unha do dedão do pé, mas só do dedão do pé do fim do mundo. Confuso? Imagina! Simples assim, imagina.

Não consegue? Isso não é bom, chama o meu irmão, chama os passarinhos, as borboletas, cavalos e árvores, chama as palavras! Chama a poesia. Chama Manoel de Barros, mas... caso não consiga imaginar só com palavras e imagens poéticas, chama o pessoal do Evandro Salles! Eles sabem bem como fazer você olhar, e fazer sua cabeça aprender a brincar!


23 de ago. de 2015

Autoria e Plágio

   Hoje estou participando do curso "Aprendendo por meio de resenhas" das Olimpíadas de Língua Portuguesa. O primeiro fórum de discussão propõe assistir ao vídeo  e a ler o artigo que seguem. Disponibilizo aqui na íntegra para que possamos refletir quanto às nossas práticas educadores e de educandos, como alunos e ex-alunos. 
   Em vias de completar mais um TCA no CEU EMEF Alto Alegre pretendo que esses alunos de 2015 tenham acesso e discutam sobre o tema. Espero que possam cabar com suas possíveis dúvidas aqui, comigo e os outros professores, se não acabar, ao menos diminuir!


O mal da originalidade - como prevenir e lidar com plágio na escola

Bianca Borgianni
   Acusar alguém de plágio é coisa séria. Não há nada mais agressivo para um autor do que ter sua autenticidade questionada legalmente. Plágio é crime e pode criar muitas complicações jurídicas, entretanto, não há pena que se equipare ao principal dano que a acusação parece causar: A anulação da autoria decorrente de uma infração do princípio composicional supremo da produção artística moderna - A originalidade.
   O comprometimento artístico com o “novo” pode parecer à primeira vista algo inerente à criação artística. Quando adotamos uma visão panorâmica da produção literária através dos séculos, por exemplo, nos questionamos sobre como a literatura pôde ir de Homero até Oswald de Andrade, sobre como podem existir tantos gêneros, sobre como dentro de cada gênero os autores puderam criar coisas tão diferentes. A literatura aparece, historicamente, como um objeto em constante renovação, mas isso não significa que tenha como preceito essa espécie de superação de uma forma anterior a que chamados originalidade.
   A originalidade não foi desde sempre encarada positivamente dentro do meio artístico, ela só começa a ser um critério de valor a partir do Romantismo, no século XVII. Os autores românticos foram os primeiros a questionar o sistema linguístico como forma de representação, pois por ser um sistema autônomo e externo ao sujeito, era entendido como insuficiente para expressar a subjetividade, e pressupunha portanto um movimento eterno de constante superação. A originalidade presente na produção criativa do “gênio” passou a ser vista como a melhor forma de representar o sujeito, pois a produção original, que se renova a cada obra, é a que mais se aproxima do processo de constante transformação do espírito.
   Desnaturalizar a ideia de autoria e originalidade é bastante importante para entender como lidar com casos de plágio na escola. Esta exigência para com os alunos, que não se manifesta apenas na sua produção literária, como em todas as áreas da vida: “Você vai precisar ser criativo para arrumar um bom emprego”, “precisa dizer coisas diferentes para se sobressair” etc, acaba criando uma expectativa muito grande da criança para com a sua produção escrita.
   O exercício de redação está na maioria das vezes associado à leitura de obras literárias canônicas, e dependendo de como o professor mediar a proposta da escrita, as crianças podem se sentir pressionadas pelos dois extremos da produção artística: tanto o de reproduzir uma obra modelar, quanto o de criar algo totalmente novo.
   É preciso então que o professor tente balancear esses dois lados, desconstruindo tanto a figura do gênio quanto a do “copista”. Um bom jeito de fazer isso é não focar o as aulas de literatura na grandiosidade de um autor isoladamente, mas sempre buscar trazer os dois lados da moeda: tradição e ruptura. Questões como: “Quem veio antes dele?” “Com que obra este livro estabelece diálogo?” “O que estava acontecendo na sociedade da época?” ajudam o aluno a entender o autor como produto (não mecânico, é claro) de uma realidade social, e desmistificam as assustadoras ideias de “dom” e “talento” capazes de travar a escrita.
   Este debate é importante tanto na prevenção quanto na maneira de lidar com casos de plágio quando eles ocorrem. O plágio é, sobretudo, um fruto da contradição entre a necessidade desesperada de ser original e um paralisante sentimento de incompetência criativa. Não adianta simplesmente condenar os alunos ética e moralmente, é preciso tentar combater o mal pela raiz, buscando na própria metodologia de ensino de literatura e produção escrita os fatores que podem levar as crianças e este tipo de prática.
   Uma outra forma de trabalhar com essa questão é oferecendo aos alunos outras maneiras de lidar com a tradição literária, propondo atividades com citação, paráfrase e paródia, por exemplo. Exercícios que, além de estimular na produção escrita um diálogo consciente entre tradição e originalidade, ajuda o professor a distinguir os casos de plágio daqueles em que há uma tentativa de intertextualidade intencional por parte dos alunos.

Citação
   A citação consiste em fazer uma menção direta a algum texto, frase ou expressão transcrevendo o trecho na íntegra. A citação exige que o redator identifique o autor e algumas informações sobre a obra ou o discurso, explicitando a fonte consultada. Citações são muito utilizadas em textos acadêmicos, pois os autores em geral se esforçam para articular suas próprias ideias com a bibliografia já existente sobre o tema. É muito comum também em artigos jornalísticos encontrarmos frases transcritas do modo como foram proferidas para dar credibilidade à argumentação.
   Exemplo: Em seu texto “Crítica e Sociologia”, o primeiro do livro Literatura e Sociedade,    Antonio Candido escreve:
   O problema desta é diverso, e pode ser ilustrado por uma questão formulada por Lukács no início da sua carreira intelectual, antes de adotar o marxismo, que o levaria a concentrar-se por vezes demasiadamente nos aspectos políticos e econômicos da literatura. Discutindo o teatro moderno, estabelecia em 1914 a seguinte alternativa: "O elemento histórico-social possui, em si mesmo, significado para a estrutura da obra, e em que medida?" Ou "seria o elemento sociológico na forma dramática apenas a possibilidade de realização do valor estético (…) mas não determinante dele?".1
   Podemos notar então que primeiramente a citação é contextualizada, depois transcrita entre aspas, e por fim, referenciada formalmente numa nota de rodapé.
Paráfrase
   Segundo o Houaiss, paráfrase é uma “maneira diferente de dizer algo que foi dito”. Ainda que esta definição seja pouco precisa, ela dá da principal característica da paráfrase: a reformulação de textos anteriores.
   Em um artigo de opinião, por exemplo, é muito comum usar paráfrases para se referir a assuntos, discursos e textos sem o rigor da citação formal. É preciso tomar cuidado para que a reformulação não altere significativamente o conteúdo a que o autor deseja se referir.
Exemplo:
    O presidente afirmou: “Tomarei as devidas providências para resolver o caso até novembro”

Paráfrase:
    O presidente assumiu o compromisso de resolver o problema até o mês de novembro.

Paródia
   A paródia é um texto que busca estabelecer estruturalmente o diálogo com outro(s). Em geral, apropria-se da forma do texto de base para modificar o seu conteúdo, processo que muitas vezes tem por finalidade a desconstrução e crítica da obra a que se refere.
Exemplo:
    Original

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do Exílio, Gonçalves Dias)

   Paródia
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
(Oswald Andrade)


FONTE: curso "Aprendendo através de resenhas" no site Olimpíadas de Língua Portuguesa. Acesso em 23/8/2015. 

PS:
Vídeo: Ao assistir o vídeo percebo principalmente que o plágio é a ideia inicial de qualquer pessoa que não entende o direito da posse do autor sobre o conteúdo intelectual, mas acima de tudo daquele que não se entende como autor de sua própria autonomia dentro do campo de pesquisa de temas desconhecidos e de produção de textos formais dentro da educação ou não. Seja qual for a maneira que se dá o plágio na caminhada da aprendizagem, ele é fruto de uma cultura de apoderamente e falta de auto estima positiva quanto a uma educação (na escola ou não) falha que visa reprodução e não produção. Desenraizar essa prática deve vir de cedo e deve ser mantida dentro da exposição gradual do aluno dentro de suas produções gerais dentro dos contextos formais e informais. Valorizar e redirecionar é papel de todo educador e educadores que ainda mantém essa prática demonstram a falta de compromisso intlectual nas suas caminhadas, sejam formais ou não. Escrever é intertextualizar, intertextualizar e citar fonte é imprenscindível.

Artigo:O artigo demonstra o que passamos em qualquer âmbito educacional, seja ele no contexto fundamental ou mesmo no contexto de ensino superior. Vi o plágio acontecer e ser quebrado na minha própria prática de educanda quanto na de educadora em todas essas épocas, vi alunos e colegas, autores e pessoas respeitáveis praticarem plágio por falta de nformação, falta de caráter ou por uma orientação incorreta. Nossa cultura leva para o rumo de reprodução desde os tempos em que a educação escolar pedia pesquisa e não pedia autonomia, reproduzimos e reproduzimos. Partir da reprodução para uma produção que provém do intertexto em citações, paráfrases ou mesmo na paródia é uma reconstrução cultural que começou no campo superior do ensino e vem se desevolvendo lentamente no campo do ensino fundamental e médio. Eu fui reorientada e aprendi, muitos não valorizam a nova cultura pela dificuldade de se expor no contexto de criação e produção de conhecimentos, eu esino os meus alunos de forma reorientadora e busco criar nova cultura de produção intelectual, e vejo meus pares agindo da mesma forma, independende de ética e moral. A prática cultural vem se dissiminando da maneria reprodutora e não da maneira produtora na maior parte da educação e de seu tempo, acredito que como qualquer coisa que altera a nossa cultura leva tempo, e com as novas possibilidades criadas e a se criarem o rumo da aproprição indevida de cunho intelectual há de melhorar do ponto de vista criminal, ético e moral.